*** Levanta Creuza!!! ***

Quarta-feira, Setembro 26, 2007

MUDEI!!!!

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Vamos lá Creuza, levanta e roda a baiana! =)

Terça-feira, Abril 03, 2007

Síndrome de Ícaro

Domingo. Tarde ensolarada.
Marido vendo futebol na sala. Times desconhecidos. Ana Maria duvidava que César, seu marido, consiguisse pronunciar o nome de cinco jogadores sem gaguejar. A pilha de louças da cozinha está chegando ao fim. Ana Maria ainda sentia a ardência de um pequeno corte feito na hora de cortar as cebolas.
Tudo o que ela queria fazer era sentar no sofá e relaxar...
Relaxar? Quem falou em relaxar?
"Mulher, pegue uma cerveja!"
"Faça mais pipoca!"
"Esvazie meu cinzeiro"
E ela fazia, sem reclamar ou hesitar. No seu íntimo havia um pontinho que ia subindo e subindo rumo ao limite da paciência. Há 13 anos esse pontinho vinha subindo sem parar e finalmente ele havia chegado à zona de perigo máximo. Se o ponto fosse uma abelha, poderia dizer que ela estava rumando às hélices que cortariam suas asas e ela cairia em um enorme abismo, encontrando seu fim.
Ana Maria finalmente consegue se sentar, não queria ver futebol, queria ver pelo menos o Faustão.
Nos primeiros cinco minutos fez cara de enfado, mas o companheiro só se interessou por pedir que coce suas costas. Hesitou, mas fez. Finalmente tomou coragem e pediu para o companheiro trocar o canal da televisão, o fez com medo, como se tivesse pedido que ele saltasse pela janela.
Aí a paz acaba. Aí as vozes mansas se tornam gritos.
"Ô mulher, cê acha que pode ficar me dando ordens? Pode me obrigar a assistir qualquer porcaria e perder meu futebol? Cê pensa que é quem?"
E Ana Maria sabia quem ela tinha sido, alguém que sempre ficou por baixo, vendo a ascensão do marido que no começo foi divertida. Depois ele passou a ficar distante e agora ele estava num ponto tão alto como a distância de um deus. Era assim que ele se sentia, era assim que ela deixava que ele se sentisse.
"Não mais", foram as palavras que passaram na sua cabeça. Nesse momento ela se levantou, disse coisas que estavam entaladas por muito tempo, cansou de sua posição escrava. Falou, gritou, chorou, desabafou. A escravidão já estava há tempo abolida, ela podia fazer o que bem quisesse, mas o medo a tornou refém por muito tempo. Foi preciso juntar ano a ano coragem e respeito por si mesma, mas ela conseguiu. Ana Maria agora é uma mulher livre.
Foi aí que as asas de César foram cortadas. Foi aí que César caiu em um abismo tão profundo quanto Ícaro no mar Egeu.


***
O texto faz alusão à lenda de Ícaro, filho de Dédalo, que usava asas de cera para fugir do labirinto. Inebriado com a sensação de poder, Ícaro sobe demais fazendo com que o Sol derreta suas asas e ele caia no mar Egeu.
***

Sábado, Março 31, 2007

Complexo de Cinderela


A mulher tem se tornado cada vez mais responsável pela sua vida e ao mesmo tempo não consegue quebrar tabus. Não digo apenas tabus externos, aliás, falo principalmente de tabus internos.
A dualidade da mente feminina.
O sonho de ser independente, ser reconhecida no trabalho como alguém capaz de fazer o que qualquer homem faria enche os olhos de milhões de mulheres ao redor do mundo. Só que atrás desse ser forte e aparentemente sem medo algum, há uma menina-mulher que ainda sonha com o homem perfeito e deseja ao extremo um se encostar, se sentir segura, relembrando suas origens infantis.
Achar um homem que esteja disposto a cuidar delas, não as torna fracas, pois muitas nunca foram fortes na verdade, apenas passaram por necessidades e quando esta acaba o comodismo entra em ação. Mulheres que desistem do trabalho para cuidar do lar, que resolvem engravidar quando surge uma oportunidade de crescimento, que fingem serem extremamente mais indefesas do que são. O processo compulsivo de auto-sabotagem, de não mais conseguir andar com as próprias pernas, de preferir sempre atividades que requerem muito menos do que a capacidade que têm de produzir, são atos inconscientes do medo.
O Complexo de Cinderela é muito mais do que isso, muito mais complexo e ao mesmo tempo muito simples se há abertura para entender e assumir certos fatos da vida.
Ser independente, no caso o livro chama de mulheres contra-fóbicas, não quer dizer que não há medos ou vontade de ser amaparada. Será que você é assim? E se é, já parou para pensar no assunto e assumir seus medos?

Quarta-feira, Janeiro 17, 2007

Transformando suor em ouro - Bernardinho


Como uma fã doente da seleção masculina de Vôlei, não poderia deixar de ler o livro do Bernardinho.
Dizem que todos são sortudos ou que o Bernardinho tem sorte de ter atletas tão bons. Depois de ler este livro, tive plena certeza de que o esforço é a base de tudo. Tem quem ache que treino é só em lugares com alta estrutura e vôos de primeira classe, saibam que o Bernardinho já os fez treinar no asfalto de um estacionamento enquanto o ginásio estava fechado e que por muito tempo nossos pequenos atletas viajavam horas e horas encolhidos na classe econômica. É muita batalha.
Durante todo o livro, Bernardinho faz citações, peguei algumas interessantes. Talvez faça sentido na cabeça de mais alguém.

"Superação é ter a humildade de aprender com o passado, ser inconformado com o presente e desafiar o futuro" - Hugo Bethlen

"As pessoas têm a tendência de não admitir seus erros e ações. É o presidente que se omite, o governo que não acaba com a violência, o vizinho que joga lixo na rua e por aí vai - a justificativa usual é dizer que o problema está sempre no outro" - Bernardinho

"A bronca vem sempre acompanhada de alguma informação" - Nalbert

"Não deixe que seu ego acompanhe sua ascensão profissional" - Colin Powell

"Não devemos nos orgulhar de sermos melhores do que os outros, e sim melhores do que já fomos" - James C. Hunter

"Todos os dias, ao levantar, piso na minha vaidade para que ela não me desvie do meu caminho"

Terça-feira, Janeiro 16, 2007

...

Um menino um dia achou uma maleta. Grande, pesada, vistosa e de aparência muito cara.
O menino se deslumbrou com o achado. Se divertia com ela. Mostrava para seus amigos, carregava para cima e para baixo, ela o dava status de gente importante. Com o tempo o brinquedo foi perdendo a graça. Começou a deixá-la de lado, jogá-la no chão e pular em cima. Até que em um desses "arremeços de maleta", ela se abriu. A tranca se fora.
Toda a animação recomeçou. Apertava um botão pra lá, outro lá cá, puxava um fio, arrancava outro.
Mas a maleta era uma bomba... e a bomba explodiu.

Assim caminha a humanidade, milhares de bombas incorretamente manuseadas prestes a explodir.

Quarta-feira, Janeiro 10, 2007

Oração pelo BBB


Mês de Janeiro, que venha mais um Big Brother Brasil.
Novos integrantes em busca de valiosos prêmios e reconhecimento nacional. Que as meninas mostrem as bundas, que os homens façam intrigas e que todos nos proporcionem infindáveis pérolas para animar o dia. Que os edredons se movimentem bastante e as rivalidades aumentem a cada dia. Que as choradeiras na varanda nos angustiem e os banhos de ofurô nos façam inveja.
Que comece outra corrida desesperada pelo dinheiro, envergonhando os parentes que aqui fora estão. Perdoai os que criticam e fazem pior por trás das câmeras.
Amém!

Que Deus abençoe 2008!

Vamos lá Creuza, me ajude a fazer uma oração por 2008!
Que venha tudo de bom, porque 2007 só está me pregando peças até agora. E ainda é dia 10!
Ô-ô, é nessa hora que eu queria cantar com tanta convicção como as pessoas da boate gay: I WILL SURVIVE!
Bem, não estou tão certa disso! Amanhã providenciarei telefones de pais, mães, tias e primos de santo. Algum deles tem que me dar uma mãozinha... Não, não, um corpo inteiro por favor!
Acho que matei uma galinha preta na encruzilhada. Ou será que galinha preta é um ritual e na encruzilhada só vinhos e balas que a sua mãe diz que você não pode pegar? Hum, isso gera dúvidas em minha mente.
Até pensaria mais nisso caso a Skol não estivesse fazendo efeito. Skol e blog? Que tipo de combinação é essa?
Ô Creuza, já disse que meu ano não está indo bem, deixe eu me embebedar sozinha na frente do computador sem questionar! E as minhas caixinhas de som ainda estão com mau contato, então ficam aumentando e abaixando o volume por conta própria. Há-há! E adivinhe... Só aumentam na hora mais aguda da música! Meus vizinhos devem estar amando! Enfim, tenho muitas coisas melhores para me preocupar agora como... ãhm... ãhm... a cerveja acabou, vou pegar outra.
Voltando ao assunto, querido papai do céu, abençoe 2008!

Quarta-feira, Janeiro 03, 2007

...

Pulando de galho em galho em um dia um tanto quanto entediante.
Idéias úteis e muitas. Discursos sobre os mais variados temas vindos das mais variadas mentes insanas. E as fúteis? Sim, as fúteis, como elas recheiam a nossa vida! Engraçado? Muitas vezes até são, porém altamente descartáveis. Ainda digo com conhecimento de causa, é a maioria. Ah não, por favor Creuza, não me conteste! Sei valorizar bons argumentos e experiências de vida, agora vamos combinar que saber o placar das meninas mais cobiçadas da cidade em uma noitada não é nada que vá mudar o meu futuro. Certamente mudaria se eu fizesse parte de uma coluna de fofocas regionais, o que não é o caso.
Pessoas na janela investigando quem conhece quem, qual é o nível de relação e se possível cada artigo usado em cada conversa. Ah Creuza, só isso não basta, o que vale saber a fofoca e não contar para alguém? Aí vem o toque final: a disseminação. Como ratos desesperados, entram em cada casa causando as mais absurdas reações.
Muita calma Creuza, não é só disso que vive o mundo da informação. Ainda há conhecedores de política, mitologia, geografia e outros diversos assuntos que, no mínimo, enriquecerão sua cultura geral. Só que, como os livros filosóficos, estes ficam em segundo plano guardados nas prateleiras que ninguém olha.

Triste realidade do mundo virtual.

*** Pensamento do dia: Que saudades das velhas que por serem sozinhas e com todo tempo disponível , perdiam horas e horas debruçadas nas janelas vigiando a vida alheia! Graças à tecnologia, hoje todos podemos fazer isso por uma outra janela chamada ORKUT! ***

Terça-feira, Janeiro 02, 2007

"Feliz Ano Novo" ou "Putz, Ano Novo"

É Creuzas e Creuzos, finalizadas as comemorações recheadas de abraços nem sempre muito agradáveis desejando felicidades. Tempos de amor, alegria e muita hipocrisia.
Sorrisos amarelos quando aquela tia velha te abraça, enfia a sua cara no meio dos peitos dela e ainda diz quando você se liberta "Mas como tá saudável. Grande e bonita!". Entenda-se que está parecendo um bujão de gás e por isso deve ser uma ótima parideira. Não posso me esquecer o tio bebum que só pensa em aumentar a conta no bar da esquina e se esquece totalmente que a palavra banho ainda consta no dicionário, ao abrir os braços, uma fantástica descoberta: todos os gambás do universo foram aí gerados. Sem contar um primo malandro que joga sempre as mesmas piadinhas. A resposta é sempre um silêncio com cara de "vou contar pra sua mãe".
São tantos votos de felicidades que até dá para acreditar que sobrará o ano inteiro! Ah, agradeça isso ao orkut e às mensagens automáticas!
Findadas as "relações exteriores", começa um outro problema: as "intempéries internas".
Entenda isso como questões de alta relevância, principalmente no mundo feminino...
Como assim ainda tenho que marcar a opção solteiro com um X?
Como assim eu não emagreci nem um quilo no último ano?
Como assim eu ainda não sei o que quero fazer da vida?
Como assim as bolsas Louis Vuitton não estão em liquidação?
Tá bom, forcei na última porque eu nem faço idéia de quanto uma dessas custa e, sinceramente, prefiro não saber!
Ah Creuza, não dá para esquecer que há outro aniversário por vir! Ano novo quer dizer mais uma vela no bolo! Isso sim acaba com o bom humor, que injustiça! Dizem que os anos passam e vamos adquirindo maturidade... E por que a maturidade não pode vir juntamente com carro, casa, dinheiro no banco e um par de belas pernas?

Já que é assim Creuza, vamos rodar a baiana e pelo menos pedir em 2007 pelo menos as belas pernas!

Segunda-feira, Outubro 16, 2006

Exemplo de solidariedade

Neste mês das crianças me lembrei de uma história acontecida no dia 12 de outrubro de 2005.
Em uma tarde solidária de recreação para crianças carentes patrocinada pelo McDonald´s, uma pequena garotinha de quatro anos sentou-se ao meu lado e começou a comer seu lanche. Comeu metade e o guardou. Perguntei se ela não estava com fome e ela me respondeu:
- Tô com fome sim, mas meu irmão tá doente e ficou em casa. Ele nunca comeu hambúrguer.
Quase chorei na hora, uma garota em seus primeiros anos de vida teve mais consciência solidária do que a maioria das pessoas deste mundo.
Para maioria de nós metade de um hambúrguer não seria nada, mas para esta garotinha significava muito, ela estava com fome e com certeza não teria oportunidade de comer um destes por um bom tempo.
Lembre-se que há muito para oferecer e com certeza não fará mal algum.